Nesta quarta-feira (30/8), servidores em luta!

Servidores da ex Roquette Pinto realocados no Depex

Após intensa atuação do Sintrasef em reuniões no Rio e em Brasília, cerca de 30 servidores da ex Fundação Roquette Pinto

Pelo serviço público e contra a reforma da Previdência

Eu sou Servidor Público concursado. Nenhum político me favoreceu à essa vaga!

CPI apresenta balanço e mostra que Previdência é superavitária

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga as contas da Previdência apresentou no mês de julho um balanço dos trabalhos referente ao primeiro semestre. A CPI realizou 22 audiências desde que foi instalada no Senado.

terça-feira, 10 de outubro de 2017

Ministério do Trabalho: servidores devem procurar o Jurídico do sindicato em defesa dos seus direitos

Os servidores do Ministério do Trabalho realizaram nesta terça-feira (10/10) um ato de protesto em frente ao prédio do órgão, na Avenida Antônio Carlos 251, no Centro. O protesto foi contra o desmonte que o governo golpista tenta realizar no ministério com a troca de jornada de trabalho dos servidores e uma possível mudança de endereço.
O Sintrasef recomenda que os servidores que são filiados e se sintam de qualquer maneira assediados em suas condições e direitos de trabalho procurem a secretaria Jurídica do sindicato (av. Treze de Maio - 13/sl.1014,ou pelo telefone 2272-4225).
O desmonte é parte da investida do governo Temer contra direitos dos trabalhadores com as reformas trabalhista e da Previdência. No local, prédio histórico de conhecimento de todos e fácil acesso, os trabalhadores fazem a Carteira de Trabalho e Previdência Social, documento de segurança do trabalhador que a política neoliberal de Temer e seus golpistas tenta aniquilar de qualquer jeito.
No último dia 20 a Portaria Nº 478 do Gabinete da Superintendência Regional anunciou a troca de horário de atendimento ao público. Saem as 12 horas ininterruptas, com dois turnos de 6 horas para os servidores do setor; e entram as 8 horas, sem troca de turno e com os servidores trabalhando mais 2 horas diárias.    

Durante o protesto os servidores reafirmaram que são contra qualquer tentativa de sucateamento do trabalho do servidor e do atendimento ao público, e lutarão em todas as frentes pela manutenção do turno ininterrupto e do atendimento no prédio histórico do Ministério do Trabalho, que corre o risco de ser despejado por conta de acordos do governo Temer. (10/10/17)
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segunda-feira, 9 de outubro de 2017

“O Povo Brasileiro”, de Darcy Ribeiro, no CineSintrasef dia 19/10, às 15h

O Cine Sintrasef exibe no dia 19 de outubro, às 15h, na sede do sindicato, o documentário “O Povo Brasileiro”, de Isa Grinspam Ferraz. O filme é baseado no livro de mesmo nome, de Darcy Ribeiro, que aparece na tela logo no começo da produção e nos coloca o delicioso desafio:“o mais importante é inventar o Brasil que nós queremos”. No dia 19 serão exibidos os dois primeiros dos dez capítulos que compõem o documentário.
O Cine Sintrasef é uma atividade que acontece toda a segunda quinta-feira do mês. O objetivo é reunir servidores, trabalhadores de outros setores e qualquer interessado em debater o Brasil e o mundo atuais. O cinema é uma das expressões artísticas que maior tem a capacidade de fazer ligações entre problemas e esperanças, passado e presente dos diferentes grupos sociais, em especial dos trabalhadores.
Servidor, se você tem alguma produção ou sugestão de filmes para o Cine Sintrasef, entre em contato com a secretaria de Formação Política (Tel: 2272-4200). (6/10/17)
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quarta-feira, 4 de outubro de 2017

Servidores e Lula em defesa do patrimônio público


Servidores, profissionais de diversos setores, movimentos sociais, estudantes e a população em geral participaram nesta terça-feira (3/10) do Dia Nacional em Defesa da Soberania Nacional, no Centro do Rio. A data foi escolhida em homenagem ao aniversário de 64 anos da Petrobras, uma das maiores empresas do continente, motor de um projeto de desenvolvimento igualitário para a população brasileira, mas constantemente alvo de tentativas de privatização que desviaria os lucros desse projeto coletivo para o bolso de poucos.
Na batalha contra as privatizações a população fez uma grande marcha entre as sedes das empresas ameaçadas, começando pela Eletrobrás, na esquina das avenidas Rio Branco e Presidente Vargas, passando por bancos públicos e terminando em frente à Petrobras, na Avenida Chile. Ali, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez um discurso apaixonado em defesa dos bens públicos e garantiu que apesar de todas as ameaças e perseguições que sofre será candidato à Presidência da República em 2018.
“Defender a soberania nacional é defender a dignidade e a honra que o povo de uma nação merece. No Brasil, é transformar toda a imensa riqueza do país em educação, trabalho, salário, acesso à cultura e ao lazer, condições de todos andarem de cabeça erguida criando as suas famílias”, disse Lula, citando os diversos feitos de seu governo que iniciaram esse quadro de igualdade e desenvolvimento reconhecidos mundo afora em números como as 40 milhões de pessoas que saíram da miséria e as cerca de duzentas universidades e centros de ensino técnico inauguradas.
A Petrobras possibilita ao Brasil ter a terceira maior reserva de petróleo do mundo, com quase 200 bilhões de barris, atrás apenas da Arábia Saudita, com 266 bilhões, e da Venezuela, alvo da cobiça norteamericana, com 300 bilhões. Lula lembrou que seu governo aprovou a lei que destinava 75% da renda obtida com esses barris para a educação, além do fortalecimento de empresas ligadas à petrolífera, como a Eletrobrás, que faziam com que preços como o serviço de luz ficassem mais baratos. Com o golpe contra a presidenta Dilma, o governo Temer tenta rever a lei dos royalties de petróleo e já aumentou os preços da luz e do gás para a população.

União contra ameaças

Além das privatizações os manifestantes lembraram outros ataques do governo golpista na tentativa de implantar um neoliberalismo ultrapassado no Brasil, com retiradas de direitos históricos dos trabalhadores e da população para a retenção de mais dinheiro por empresas e bancos. Se no primeiro semestre o governo conseguiu aprovar a reforma trabalhista, nesta segunda metade do ano tentará empurrar goela abaixo da população a reforma da Previdência.   
Presente à manifestação, o servidor do Ministério da Saúde e diretor do Sintrasef Jorge Macedo vê esperanças contra a ofensiva golpista quando cerca de 50 mil pessoas comparecem, mesmo sob chuva, a um chamado de defesa do país. “Esse ato de hoje prova que os servidores e trabalhadores podem reverter os ataques do governo golpista. O presidente Temer tem 96% de reprovação, isso mostra a unidade não apenas dos servidores, mas da luta de classes de trabalhadores contra patrões, contra o governo”.

Para ele, a manutenção de direitos passa pela união dos trabalhadores, informação correta e ação conjunta. “os próximos passos são manter a unidade contra essas propostas, o que é um desafio, já que temos a mídia contra, temos também que ocupar as ruas contra Temer. Não podemos deixar sangrar a nossa unidade de esquerda e objetivo de uma vida melhor para o conjunto dos trabalhadores”, afirmou. (4/10/17)
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segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Nesta terça-feira (3/10), todos contra as privatizações!


O Brasil possui em seu território uma enorme quantidade de riquezas que a partir do trabalho pode beneficiar todo o povo brasileiro. Mas o governo ilegítimo de Temer quer entregar todas as nossas riquezas. Ao vender estatais como Eletrobras e Petrobras o país abrirá mão de ter um projeto de desenvolvimento nacional e soberano, com impactos imediatos para a população como aumento nas contas de luz e gás. Não permitiremos! Todos ás ruas contra as privatizações!
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Saúde: seminário une guardas de endemias na luta contra agrotóxicos

Servidores do Ministério da Saúde participaram nesta segunda-feira (2/10) do Seminário Estadual de Saúde dos Trabalhadores no Combate às Endemias. O seminário foi realizado na Associação Brasileira de Imprensa (ABI), no Centro do Rio, e debateu formas de se vencer o maior inimigo desses servidores: os agrotóxicos.
Desde 2008 o Brasil é o maior consumidor de agrotóxicos do mundo, o que traz lucros milionários para a indústria agrícola e prejuízos irreversíveis para o solo e a saúde de milhões de trabalhadores expostos diariamente aos agrotóxicos, entre eles os agentes de saúde pública, principalmente os guardas de endemias que manuseiam substâncias químicas contra os mosquitos causadores de doenças como a dengue.
Durante o debate representantes de sindicatos, centrais sindicais, conselhos de saúde, universidades, Fiocruz, Ministério Público do Trabalho e OAB apontaram o risco que a população corre com o crescente uso dos agrotóxicos incentivado pelo governo golpista, que tenta até mesmo trocar o nome de “agrotóxico” para “defensivos fitossanitários”, e a necessidade da população abraçar a luta contra eles.
Marcos Diniz, servidor do Ministério da Saúde e diretor da Secretaria Jurídica do Sintrasef, viu o seminário como um “chamamento a todos os servidores e sindicatos para discutir esse manuseio dos agrotóxicos pelos servidores que trabalham no controle de endemias”. Diniz adiantou que um dos objetivos do Sintrasef “é organizar um fórum estadual nessa área, junto a outros sindicatos, para fazermos seminários e levarmos a todos esse combate aos agrotóxicos”. Para ele, esse fórum terá o papel de cobrar pontos específicos da luta contra os agrotóxicos, como por exemplo o Equipamento Individual de Proteção (EPI), “que apesar da lei, hoje os agentes de combate è endemias não têm!”.

Agenda comum

Pesquisador em saúde pública da Fiocruz e um dos participantes da mesa de debates, Luiz Meirelles chamou a atenção para a necessidade de servidores e a população unirem-se em uma agenda para se lutar contra os agrotóxicos. Os principais pontos dessa agenda são: não mudar a legislação dos agrotóxicos; implementar atividades de controle como monitoramento, acompanhamento, tratamento e geração de dados das intoxicações; e garantir o direito à informação sobre os perigos que os trabalhadores estão expostos.
Para ele, os métodos para se fazer essa agenda caminhar são “a ampliação da participação em fóruns municipais, estaduais e nacionais para se enfrentar as perdas na legislação relacionada à defesa da saúde da população”.
Nessa atuação Luiz vê uma participação fundamental dos sindicatos ao “discutir com os definidores da política de combate ao mosquito Aedes Aegypti que produtos utilizar e como utilizar, pois muita informação já foi gerada e há várias experiências bem sucedidas para melhorar o trabalho sem contaminações e prejuízos ao trabalhador e as residências que recebem as substâncias”. (2/10/17)          
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sexta-feira, 29 de setembro de 2017

Servidoras em defesa do aborto

Servidoras, profissionais de diversos setores, estudantes e movimentos sociais participaram nesta quinta-feira (27/9) do Dia de Luta Pela Legalização do Aborto. No Rio as atividades incluíram panfletagem na Praça XV e caminhada até a praça Tiradentes no início da noite.
No Brasil o aborto é um direito em caso de anencefalia do feto, risco de saúde ou vida para a mulher, e gravidez decorrente de estupro. Porém, mais da metade das mulheres que buscam o aborto previsto em lei não são atendidas, principalmente após o retrocesso que o golpe político-jurídico-midiático de 2016 trouxe para o país.
 “Estamos vivendo tempos difíceis, mas são nesses tempos que temos que nos organizar e lutar pela legalização do aborto. As mulheres, principalmente as pobres, negras, de comunidade, morrem em tentativa de fazerem um aborto. Nós sabemos o que a Justiça faz, ela criminaliza e penaliza as mulheres pobres, porque as ricas vão em clínicas particulares e pagam. Então queremos sim a igualdade e legalização do aborto!”, disse Virgínia Berriel, da Secretaria de Mulheres da Central Única dos Trabalhadores (CUT).
Na defesa do direito a seus corpos e ao planejamento familiar as mulheres pedem serviços de saúde pública de qualidade e condições para decidirem se, como, quando e com quem ter filhos. Atualmente, 94% das mulheres que buscam o aborto legal sofreram estupro. Após o crime, ainda se deparam com muitos profissionais da saúde que se negam a atender ou praticam violência obstétrica.

Criminalização

A criminalização do aborto se baseia numa crença moral da existência de “vida” antes do nascimento autônomo do embrião em relação à mulher. Reflete uma concepção patriarcal que ignora a vontade da mulher e impõe o controle do Estado sobre seu corpo, ao considerar a interrupção voluntária da gravidez um crime contra a “vida” em qualquer tempo de gestação.
Em tempos de retrocessos e fundamentalismo religioso galopantes sufocando a laicidade do Estado, deputados tentam introduzir um artigo na legislação da licença maternidade para definir o direito à vida a partir da concepção, e não da formação do feto. Por outro lado, uma Ação de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) protocolada no Supremo Tribunal Federal (STF) pede a legalização ampla da interrupção da gravidez até 12 semanas.

OMS


Um estudo da Organização Mundial da Saúde (OMS) concluiu que países com leis que proíbem o aborto não conseguem impedir a prática. Já nos países em que o aborto é legalizado, com estratégias de planejamento familiar e acesso a saúde pública, o número de abortantes diminui.    
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Nota de repúdio ao despejo do Ministério do Trabalho (SRTE-RJ)

A Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal e a Federação Nacional dos Trabalhadores no Serviço Publico Federal (CONDSEF/FENADSEF), conjuntamente com o SINTRASEF-RJ, vêm, por meio desta nota, manifestar seu total repúdio ao ato despejo contra o MINISTÉRIO DO TRABALHO NO ESTADO DO RIO DE JANEIRO, que será formalizado por este governo Temer através do Ministro do Trabalho. Importante esclarecer que o Ministério do Trabalho/RJ funciona desde 1938 (79 anos), no Edifício - Sede, localizado na Av. Antonio Carlos, nº 251 – Esplanada Castelo, sendo que este prédio foi construído para ser a sede do referido Ministério.
Neste endereço, o Ministério do Trabalho, através de seus servidores, sempre atendeu de forma adequada a população do Rio de Janeiro, prestando serviços de Seguro Desemprego, Emissão de CTPS, RAIS/CAGED, Registro Profissional, Fiscalização, Homologações, Mediação Coletiva; enfim, todos os serviços que são prestados pelo ministério. Sempre na busca de garantir o cumprimento da legislação e a defesa de direitos dos trabalhadores.
A CONDSEF/FENADSEF vem a público manifestar nossa indignação, pois o ministério será removido para um prédio semiabandonado e sem nenhuma condição de prestar um bom serviço  a população. Além do fato que será reduzido o tempo de atendimento à população, com o fim do turno ininterrupto que hoje mantém o atendimento das 7 às 19 horas (12 horas ) para 8 horas de atendimento.
Temos claro que tal ato foi pensando e promovido na perspectiva de ampliar o desmonte de um órgão que tem como existência a defesa dos trabalhadores. O local onde funcionará o Ministério do Trabalho é inadequado e irá precarizar ainda mais a prestação de serviços à população, além de colocar em risco a vida de servidores e da população por estar localizado numa região de acesso perigoso.

Neste sentido, comunicamos que é inaceitável esta mudança sem amplo debate com os interessados, que são a sociedade e os próprios servidores. Entendemos que esta agressão à sociedade carioca poderá causar danos irreparáveis, por isso repudiamos esta atitude de despejo do Ministério do Trabalho no Rio de Janeiro. Procuraremos de todas as formas garantir os direitos dos servidores da SRTE/RJ e da população.

SINTRASEF/CONDSEF/FENADSEF
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quarta-feira, 27 de setembro de 2017

Servidores protestam contra diminuição de horário de atendimento ao público e troca de turno no Ministério do Trabalho

Servidores do Ministério do Trabalho realizaram nesta quarta-feira (27/9) um abraço ao prédio da entidade, localizado na Avenida Antônio Carlos 251, no Centro. O protesto foi contra o desmonte que o governo golpista tenta implantar no ministério, com a troca de jornada de trabalho dos servidores e uma possível mudança de endereço.
Tal desmonte é parte da investida do governo Temer contra direitos dos trabalhadores com as reformas trabalhista e da Previdência. No local, prédio histórico de conhecimento de todos e fácil acesso, os trabalhadores fazem a Carteira de Trabalho e Previdência Social, documento de segurança do trabalhador que a política neoliberal de Temer e seus golpistas tenta aniquilar de qualquer jeito.
No último dia 20 a Portaria Nº 478 do Gabinete da Superintendência Regional anunciou a troca de horário de atendimento ao público. Saem as 12 horas ininterruptas, com dois turnos de 6 horas para os servidores do setor; e entram as 8 horas, sem troca de turno e com os servidores trabalhando mais 2 horas diárias.    
Durante o protesto, Luiz Antonio, representante da comissão de funcionários, explicou a atual situação no ministério. “Os servidores do atendimento do Seguro Desemprego e da emissão de carteira de trabalho estão sendo atacados com o fim do turno ininterrupto, de 12 horas, que possibilita dois turnos de 6 horas de jornada. Isso piora não só o atendimento como as condições de trabalho, os caras querem colocar um turno só de oito horas”.
De acordo com o servidor, “a revogação da portaria 2086, que é a portaria que estabelece o turno ininterrupto, por si só já é arbitrária e ilegal, pois o superintendente não tem o poder de revogar uma portaria ministerial”.
O Sintrasef e a Condsef são contra qualquer tentativa de sucateamento do trabalho do servidor e do atendimento ao público e lutarão em todas as frentes, inclusive a jurídica, para impedir mais esse ataque do governo golpista.

No próximo dia 10, às 12h, os servidores realizam assembleia no local para traçar planos de defesa contra o desmonte. “Queremos a manutenção do turno ininterrupto e do atendimento no prédio histórico do Ministério do Trabalho, que está sendo despejado por conta de acordos do governo Temer”, afirma Luiz Antonio. (27/9/17)
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terça-feira, 26 de setembro de 2017

Servidoras contra a reforma da Previdência

Servidoras e profissionais de diversas categorias participaram nesta terça-feira (26/9) de um protesto contra a reforma da Previdência em frente ao prédio do Ministério da Previdência, na rua Pedro Lessa, no Centro do Rio. Após a reforma trabalhista no primeiro semestre, o governo golpista tentará atropelar qualquer possibilidade de debate com a sociedade e aprovar a reforma da Previdência neste segundo semestre. Não passarão! Os servidores e profissionais de diferentes setores, unidos aos movimentos sociais e estudantes irão para as ruas impedir tal crime contra o futuro da população do país.
A proposta de reforma da Previdência enviada pelo governo Temer ao Congresso Nacional, conhecida como PEC 287, tem consequências muito mais profundas e dramáticas do que o trabalhador pode imaginar. Trata-se de uma verdadeira transformação na forma como a sociedade brasileira decide se organizar a partir da Constituição Cidadã de 1988. Em resumo, pretende-se acabar com uma organização social em que todos, e com o amparo do Estado, se responsabilizam por garantias mínimas de vida, inclusive e principalmente em momentos mais delicados, como na velhice.
O termo “reforma” nem se quer é adequado para a proposta do governo Temer. O que se pretende é o fim da previdência pública, quase a sua destruição, na medida em que estão propostos pré-requisitos tão rígidos e descolados da realidade brasileira que, se aprovada a proposta, a aposentadoria no Brasil passaria a ser uma ilusão, um alvo inatingível para a grande maioria da população.
As instituições financeiras serão beneficiadas. Apenas o anúncio da proposta de reforma da previdência já gerou resultados expressivos para os bancos, na medida em que já embutiu nas pessoas o temor do esvaziamento da previdência pública e aumentou a tendência de compra de planos de previdência privada como alternativa.

Mulheres

Para as mulheres, a proposta de reforma é ainda pior. Sob o falso argumento de que a estaria acabando com “distorções” ao propor a mesma idade de aposentadoria para homens e mulheres o que se propõe na verdade é acabar com o mecanismo que visa compensar minimamente as mulheres pelas inúmeras injustiças que sofrem ao longo de sua vida profissional.
A regra diferenciada de idade reconhece o preconceito de gênero que ocorre no trabalho, a baixa participação dos homens nas atividades domésticas, a dupla e/ou tripla jornada das mulheres, e busca recompensá-las pela sobrecarga de trabalho. Além disso, as mulheres têm taxa de desemprego mais elevada e salários inferiores.
Com a PEC 287, a Previdência ao invés de compensar vai apenas reforçar a extrema desigualdade do mercado de trabalho, provocando o aumento da miséria feminina, aumentando a dependência financeira das mesmas e, consequentemente, a violência contra as mulheres.

Privatização

Diante desse cenário, precisamos fazer uma reflexão dos motivos que levam um governo a propor a quase destruição de um sistema de seguridade social tão importante para dezenas de milhões de pessoas e quem ganha com essa proposta. É bom lembrar que em 2012, quando o então governo Dilma tentou reduzir as taxas de juros no Brasil para incentivar o crédito, representantes de bancos disseram que o crédito tinha pouco espaço para crescer e que os resultados destas instituições financeiras passariam a ser cada vez mais apoiados nas áreas de seguros e previdência privada.
Este sim um “mercado” altamente promissor na visão dos banqueiros. Para que os bancos possam ocupar esse “mercado” e ampliar a venda de previdência privada é preciso destruir a previdência pública, reduzir drasticamente seu valor, tornar as regras de acesso praticamente impossíveis de serem atingidas e fazer as pessoas desacreditarem do sistema. Só assim, totalmente desamparadas elas se sentirão encorajadas a consumir planos de previdência privada.
Em um país em que quase 60% da população economicamente ativa tem renda de ate dois salários mínimos e mais de 11% não tem rendimento, quantas pessoas terão condições de poupar recursos para investir em planos de previdência privada? Quantas estarão sem nenhuma proteção na velhice?
Essas perguntas não cabem dentro do modelo de sociedade do salve-se quem puder. A solidariedade é um valor que nos guia e a hora de nos mobilizarmos contra a proposta de destruição da previdência pública é agora, ou então em breve veremos mais alguns bilhões de reais entrando nos cofres dos bancos a custa de muitos milhões de pessoas em situação de pobreza no país. (26/9/17) (Com Juvândia Moreira, presidenta do Sindicato dos Bancários de SP)
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Sintrasef faz 28 anos. Parabéns servidor! E vamos à luta!

O Sintrasef parabeniza a cada um e a todos os servidores públicos federais no Estado do Rio de Janeiro pelo dia 26 de setembro de 2017, marco desses 28 anos de existência construída diariamente com a dedicação do servidor em cumprir sua tarefa profissional para o bem da população, participar de uma entidade plural e construir um Brasil e um mundo mais justo, igual e fraterno. Cada aniversário, cada virar de calendário representam a passagem, a vivência e o início de novos ciclos de atuações, lutas e sonhos.
Infelizmente o ano de 2017 traz para o Brasil, os trabalhadores e os servidores em particular um retrocesso político, econômico e social após a quebra da democracia em 2016 com o golpe parlamentar-jurídico-midiático em uma presidenta eleita pelos votos da maioria da população.
A nova ordem imposta por uma classe minoritária reconduz o país ao palco das desigualdades, fragilidades e incertezas estampadas em uma criança sem dignidade e sem futuro pela falta de saúde, moradia e educação. O Neoliberalismo quer lucros para poucos. Aqueles que vivem e lutam por todos são vistos, marcados e perseguidos como inimigos. E não há dúvida: quem luta por todos em um Estado democrático é o servidor público.
O governo golpista lubrifica a roda do atraso ao atuar pela diminuição do Estado e de seus agentes, os servidores, com projetos e propostas como demissão por avaliação de desempenho e Plano de Demissão Voluntária (PDV), entre outras iniciativas perversas. Tentam tirar direitos, carreiras, salários e dignidade, mas não conseguirão roubar os sonhos e a certeza que o trabalho de cada dia do servidor é para o bem geral e o florescimento de um mundo mais simples, leve, igualitário e prazeroso para todos.
Esse jovem de 28 anos formado por cerca de 70 órgãos e 14 mil filiados está forte, lúcido e atuante. O Sintrasef sabe onde está e qual caminho trilhar para a vivência de dias melhores. Atuará firmemente na defesa de um Brasil forte e riquíssimo em suas multiplicidades que necessariamente passa por um serviço público exemplar, com servidores respeitados e incentivados.

Servidores, o motor da história somos nós! Parabéns e ânimo para a deliciosa tarefa de construir a vida e um mundo melhor a cada gesto, a cada dia.     
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