Nesta quarta-feira (30/8), servidores em luta!

Servidores da ex Roquette Pinto realocados no Depex

Após intensa atuação do Sintrasef em reuniões no Rio e em Brasília, cerca de 30 servidores da ex Fundação Roquette Pinto

Pelo serviço público e contra a reforma da Previdência

Eu sou Servidor Público concursado. Nenhum político me favoreceu à essa vaga!

CPI apresenta balanço e mostra que Previdência é superavitária

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga as contas da Previdência apresentou no mês de julho um balanço dos trabalhos referente ao primeiro semestre. A CPI realizou 22 audiências desde que foi instalada no Senado.

segunda-feira, 20 de março de 2017

Senado deve analisar requerimento que pode restringir direito de greve do servidor público nesta terça-feira (21/3)

No Dia Nacional de Mobilização (15/3), dia em que milhares de trabalhadores se reuniram contra a reforma da Previdência de Temer em todo o Brasil, senadores tentaram sem sucesso aprovar com urgência o PLS 710/11, que trata do direito de greve dos servidores. Em seguida, o presidente do Senado, Eunício Oliveira, agendou para esta terça-feira (21/3) o parecer do requerimento que deve analisar o projeto que pretende regulamentar, podendo restringir e até mesmo inviabilizar, o direito de greve do servidor público. Servidores devem estar atentos para que o governo não usurpe mais esse direito. Vale lembrar que servidores ainda aguardam a regulamentação do direito à negociação coletiva.

Para a iniciativa privada a lei assegura direito a greve desde que mantidos 30% dos serviços essenciais funcionando, além de existir a negociação coletiva reconhecida. A Constituição assegura o direito de greve aos servidores. Estabelecer um regulamento a esse direito sem um debate franco com representantes da categoria é lançar o servidor a uma situação de subordinação completa que não pode ser tolerada pela categoria. Nesse cenário de subordinação o servidor corre grave risco de ser obrigado a aceitar qualquer condição de trabalho sem que tenha condições de defender demandas e reivindicações legítimas.  

Entidades como a Condsef/Fenadsef reforçam que a regulamentação da negociação coletiva segue como ponto chave. Quando processos de negociação com critérios e regras asseguram avanços em diálogos entre trabalhadores e patrões, a greve perde sua razão de ser.  Portanto, nenhum trabalhador faz greve porque quer, mas quando se depara com impasses que podem ser contidos quando há um canal de negociação, hoje ainda negado aos servidores, mesmo com a ratificação da Convenção 151 da OIT (Organização Internacional do Trabalho) feita por um governo eleito de forma legítima.

As entidades representativas dos servidores estão atentas às movimentações no Congresso Nacional e vão denunciar junto aos trabalhadores a posição de deputados e senadores que votarem a favor de propostas absurdas e arbitrárias. O direito de greve dos servidores é legítimo e precisa ser garantido em toda sua essência. Para isso, as entidades não medirão esforços na luta em defesa de mais esta importante bandeira para servidores públicos de todas as esferas.


A Condsef/Fenadsef vai propor ações em conjunto com outras entidades representativas dos servidores para lutar contra mais essa arbitrariedade. Além de buscar assegurar o direito constitucional dos trabalhadores do setor público à greve quando assim considerarem necessário, o debate sobre negociação coletiva - direito ainda negado à categoria - deve ser estimulado. A mobilização e unidade devem ser ampliadas em torno desses temas.
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sexta-feira, 17 de março de 2017

Debate sobre os riscos da reforma da Previdência dia 21, às 15h, no sindicato

O Sintrasef convida os servidores para a palestra e debate “os riscos da reforma da Previdência”, no dia 21 de março, às 15h, no auditório do sindicato (Av. Treze de Maio, 13/10º andar, Cinelândia). A palestra será apresentada por Jéssica Naime, supervisora técnica do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Compareça!   
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quinta-feira, 16 de março de 2017

15 de março: Em defesa da aposentadoria população marcha em protesto até a Central do Brasil

Servidores públicos, trabalhadores de diversos setores, sindicatos, centrais sindicais, estudantes, movimentos sociais e a população em geral marcharam da Candelária até a Central do Brasil, no Centro do Rio, na tarde desta quarta-feira (15/3), contra a reforma da Previdência proposta pelo governo golpista de Michel Temer. No Dia Nacional de Paralisações e Mobilizações estados como Acre, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, entre outros, também realizaram atividades.

“Essa mobilização é contra todos os pacotes de maldades que estão fazendo contra o servidor público, contra toda a população, contra nós, brasileiros. Essa mobilização é contra esse presidente, governo, ministros e toda a corja. Precisamos vir para a rua, fazer corpo a corpo, conscientizar a população porque a mídia não está divulgando e conscientizando o povo da gravidade desse momento da conjuntura”, afirmou Andreia Muniz, diretora do Sintrasef e servidora do Ministério do Transporte.
A marcha rumo à Central do Brasil foi a última parte de um dia que começou com várias paralisações, como em bancos e escolas. Para as centrais sindicais e movimentos sociais parar a produção é a melhor forma de mostrar aos grandes capitalistas que o trabalhador não irão continuar a contribuir para a sua lucratividade, uma vez que querem retirar direitos fundamentais desses trabalhadores.

A mídia comercial, liderada pelas organizações Globo, e o governo golpista de Temer seguem tentando convencer a população de que existe um déficit na Previdência. Diversos estudos provam que esse déficit não existe. Existe, sim, é o calote de grandes grupos empresariais. Integrante da União da Juventude Comunista (UJC) e do Coletivo Feminista Classista Ana Montenegro, Thayane Guimarães é uma das muitas brasileiras que sabem que o déficit é mentira. Segundo ela, em 2015, por exemplo, a Previdência teve um superávit de 11 bilhões de reais. “Não existe rombo, o que o governo quer fazer é beneficiar fundos de previdência privada, que são os rentistas e vão lucrar com a mentira de que você vai ter o seu dinheiro aumentado, vai render mais se ele ficar em um fundo de pensão privada. Então, a gente sabe que a reforma da Previdência vem para beneficiar o setor bancário, o setor financeiro em cima de um direito constitucional da população que foi conquistado com muita garra, que é o direito previdenciário”, disse Thayane.

Servidor Público

Para o servidor público, a reforma o afetará na medida em que o atira a uma condição de precarização. Os servidores só poderão se aposentar com o teto salarial se contribuírem por 49 anos. Assim, como é muito difícil atingir esses 49 anos, o servidor público se aposentará e será forçado a aderir a um fundo privado de previdência para complementar sua renda.

Um exemplo dessa situação é o diretor do Sintrasef Carlos Alberto de Oliveira, servidor da Universidade Federal Fluminense (UFF). “Eu tenho como comprovar hoje 33 anos de trabalho, mas se essa reforma passar, eu vou ter que trabalhar mais 16 anos, quer dizer, 49 anos de contribuição, e só vou sair com integral na aposentadoria aos 65 anos de idade”, diz ele.

Táticas de mobilização

As atividades adotadas pelas centrais sindicais e movimentos sociais são pensadas de acordo em como alcançar diretamente a população. Por exemplo, no mês em que se comemora o dia internacional de luta das mulheres, algumas atividades são feitas para mostrar como a reforma prejudica especialmente as mulheres. Agora pretende-se igualar o tempo de aposentadoria de homens e mulheres, sem considerar as jornadas duplas, muitas vezes triplas de trabalho delas. Uma regressão em um direito que já foi conquistado.

Nas universidades, os movimentos procuram dialogar com a juventude que provavelmente trabalhará até morrer sem conseguir se aposentar, e que hoje está sem uma perspectiva de futuro. Em regiões como o Norte e Nordeste, a militância trabalha com a perspectiva de vida da população, já que 65 anos é o tempo mínimo de aposentadoria proposto pela reforma, o que ultrapassa a expectativa de vida de alguns estados.


Para Vera Macedo, diretora do Sintrasef e servidora do Comando do Exército, “essas mobilizações são de suma importância para que a gente consiga derrubar, ou sensibilizar os parlamentares que vão votar essa proposta de reforma da Previdência cruel, desumana, que assassina pessoas, assassina trabalhador, porque 49 anos de contribuição e 65 de idade é para matar. Não dá para você se aposentar, você morre antes disso”. 
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segunda-feira, 13 de março de 2017

Nesta quarta-feira (15/3), todos nas ruas! Servidores definem calendário de lutas para barrar a reforma da Previdência e demais ataques do governo golpista

Após o governo ilegítimo de Temer aprovar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 55/16, que congela gastos públicos como saúde e educação por 20 anos, os golpistas aprofundam a crise econômica, apontam sua fragilidade política e falta de credibilidade quando anunciam como prioridade a reforma da Previdência, já aprovada na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados.

Entre outros males, a proposta de reforma iguala homens e mulheres na idade mínima para a aposentadoria, aumenta o tempo de contribuição para retirada do benefício e limita as pensões por morte. Com a reforma e outras maldades o governo golpista quer transferir para os trabalhadores uma conta que não deve ser paga por eles. O objetivo é economizar dinheiro retirando investimentos das áreas sociais e políticas públicas para pagar os juros da dívida pública, controlados em sua maioria por banqueiros privados.

Contra essa ameaça servidores, trabalhadores de diversas categorias e movimentos sociais constroem um calendário de lutas rumo à greve geral. Confira abaixo a programação desta quarta-feira (15/3):


Manhã:

Ato organizado pela Federação Nacional dos Metroviários (Fenametro) e Associação dos Metroviários Aposentados e Pensionistas do Estado do Rio de Janeiro (Amap-RJ). Panfletagem na entrada da empresa Centro de Controle, na Central do Brasil e no Centro de Manutenção na Praça Onze.

Às 7h, ato em pontos estratégicos puxados pelo S.O.S. Emprego e Frente Internacionalista dos Sem-Teto (FIST).

Às 9h, ato organizado pelo Sindicato Nacional dos Aeroviários (SNA) com panfletagem em frente à Gol, no aeroporto Santos Dumont.  

Às 10h, a saúde federal convoca para ato em frente ao Hospital Federal dos Servidores do Estado (HFSE), na Gamboa, em defesa do SUS, contra a reforma da Previdência e Trabalhista.

Às 13h, ato em frente à Justiça Federal (Av. Rio Branco, 243 – Centro), contra a criminalização dos movimentos sociais e políticos e contra a perseguição de militantes por parte da Procuradoria da República no Rio de Janeiro (MPF-RJ).

Às 15h, ato organizado pela Comissão de Justiça do Trabalho (CJT) da OAB-RJ, 
Associação Carioca dos Advogados Trabalhistas (Acat), Associação dos Magistrados da Justiça do Trabalho da 1ª Região (Amatra-1) e Sindicato dos Servidores das Justiças Federais no Estado do Rio de Janeiro (Sisejufe), em frente ao Tribunal Regional do Trabalho (Rua do Lavradio, 132 - Centro RJ) com caminhada até a Candelária.

Às 16h, Concentração na Candelária para ato unificado contra a reforma da Previdência.


Algumas categorias pretendem fazer paralisações no dia 15/3

SINPRO Rio - Aprovou paralisação e fará ato nas regionais de manhã.

SINTUFRJ - Aprovou greve de 24h e fará ato no Fundão pela manhã.

SINTRAMICO - Fará assembleia em algumas bases pela manhã.

SINTSAUDE - Estará em greve e participará do ato unificado.

Radialistas planejam organizar pela manhã manifestação na EBC e MultiRio.

Sindicato Nacional dos Moedeiros terá atividade de manhã.

Sindicato dos Servidores das Justiças Federais no Estado do Rio de Janeiro (SISEJUFE) aprovou greve de 24h.

Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação do RJ (SEPE-RJ) aprovou greve de 24h tanto na rede estadual como nas municipais.

Sindicato dos Servidores do Colégio Pedro II (Sindscope) paralisa no dia 15 e debate a reforma da Previdência e a criminalização dos movimentos sociais e políticos, às 9h, no Campus Centro (Avenida Marechal Floriano, 80– Centro). 

Docentes do Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca (CEFET/RJ) paralisam por 24h.


Outras datas:

18/3: Seminário “Violência Armada e os impactos na população em geral e nos trabalhadores da saúde”, auditório da Otics Rio – Policlínica Ribeiro Neto (ao lado do Theatro Municipal)

21/3: Reunião do Fórum de Saúde- RJ para preparar o dia mundial da Saúde com eixo contra a reforma da Previdência. 

22/3: Ato do MUSPE e contra a privatização da CEDAE


28/3: Caravana à Brasília contra o desmonte da Previdência, data prevista para a votação da reforma da Previdência (Pec 287/16) na Câmara dos Deputados, em primeiro turno.
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sexta-feira, 10 de março de 2017

Servidores concorrem em eleição para conselhos da Geap no dia 15 de março

Condsef/Fenadsef, CNTSS, Anasps, Fenadados e Anesg inscreveram uma chapa para disputar as eleições para o Conad e Confins, os conselhos administrativo e fiscal da Geap Saúde. A “Chapa 1 – A Nossa Chapa” entra na disputa para buscar maior participação de representantes da categoria nas decisões do plano de autogestão que atende a maioria dos servidores e seus dependentes. As eleições acontecem no dia 15 de março. Os servidores poderão votar online ou nas sedes estaduais da Geap apresentando identidade ou CPF.

A busca por uma contribuição paritária do plano com participação de 50% do governo e 50% dos trabalhadores está entre as prioridades da Chapa 1. Hoje, o governo arca com 15% do valor da mensalidade do plano, em contraparte os servidores contribuem com 85%. Ações judiciais contra reajustes abusivos das mensalidades também estão entre as propostas da chapa dos trabalhadores, além da melhoria da rede credenciada em todo o país, o fim do voto de minerva do governo nas decisões sobre o plano e a presidência do Conad assumida pelos servidores.


A luta pela mudança do modelo de sustentação financeira para tornar o plano mais acessível economicamente a todos é outro foco. Para conhecer outros pontos que fazem parte da plataforma de lutas da "Chapa 1 - Nossa Chapa" e os nomes dos representantes dos servidores no processo eleitoral que elege os conselhos da Geap Saúde acesse aqui.

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quinta-feira, 9 de março de 2017

Mulheres às ruas contra a reforma da Previdência, pelo fim da violência contra a mulher e por melhores condições de trabalho e igualdade

Mulheres trabalhadoras, educadoras, profissionais de saúde, estudantes, negras, lésbicas e trans ocuparam às ruas em uma das marchas mais expressivas contra a reforma da Previdência, neste 8 de março, dia da greve internacional da mulher. No Rio, o ato terminou com jongo e batuque na Praça XV, expressando a luta da ancestralidade negra.   

O 8 de março é a pauta universal com mais expressividade atualmente, foram cerca de 42 países com mulheres nas ruas buscando a renovação do movimento e a conexão com as várias formas de luta. “As mudanças sempre aconteceram a partir da movimentação popular, então é isso que nós estamos atrás de novo. A juventude está vindo em peso, mas é uma continuidade das várias movimentações que já tivemos durante o período histórico”, afirmou Luciene Lacerda, psicóloga da UFRJ.

Para Luciana Boiteux, candidata a vice de Marcelo Freixo à prefeitura do Rio, a organização foi fortalecida pela marcha das mulheres contra Trump, mas acima de tudo o 8 de março também tem influência importante dos movimentos latinos americanos, especialmente o “Ni una a menos”, que fez a articulação na América Latina. “Nós, da América Latina, sofremos uma situação muito parecida, somos vítimas de um país que foi colonizado, com uma sociedade absolutamente violenta, veladora de direitos, nos quais os direitos humanos não são garantidos e nos quais os desafios para as mulheres são ainda mais graves”, disse.

As mulheres avançaram em uma construção unitária, o que vai significar um novo momento do feminismo no Brasil e no resto do mundo. Os ataques aos direitos são muitos, mas hoje a questão da violência contra a mulher, violência de gênero e a violência da corrente da criminalização do aborto estão matando mulheres todos os dias. Mas talvez, a reforma da Previdência é o que pode trazer mais danos à médio e longo prazo dessas ameaças.

O ato foi mais um dia de luta das mulheres que resistem, sobrevivem e disputam uma nova forma de fazer política. Mulheres de sindicatos, de favelas, trans, domésticas e trabalhadoras ocuparam às ruas para dizer como é a diversidade do feminismo. “Esse ato unitário nessa greve internacional é fundamental, mesmo com as nossas diferenças, paramos, marchamos, por nenhuma a menos, pelos direitos das mulheres, as vidas das mulheres negras e faveladas que estão expostas com seus filhos nas favelas, que hoje sofrem e são vítimas de todas as formas de violência importam, e se nós paramos nós produzimos, nós reivindicamos direito e nós legislamos”, declarou a vereadora Marielle Franco (PSOL).


Em prol da defesa dos direitos das mulheres e contra a política de austeridade de um governo ilegítimo todas as centrais sindicais, movimentos sociais e diversos movimentos feministas convocam toda a população para o dia 15 de março, quando ocorrerá uma grande marcha com paralisações pelo país para dizer em alto e bom som que irão barrar a reforma da Previdência.
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Debate sobre riscos da reforma da Previdência dia 21, às 15h, no sindicato

O Sintrasef convida os servidores para a palestra e debate “os riscos da reforma da Previdência”, no dia 21 de março, às 15h, na sede do sindicato (Av. Treze de Maio, 13/10º andar). A palestra será apresentada por especialistas do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Compareça!   
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quarta-feira, 8 de março de 2017

terça-feira, 7 de março de 2017

8 de março: greve internacional das mulheres trabalhadoras

As mulheres sempre tiveram papel fundamental na luta da classe trabalhadora. Na atual conjuntura, com reformas, cortes e menos direitos não será diferente. A greve internacional de mulheres, puxada por ativistas de mais de 50 países, convoca todos a comparecerem aos atos do dia 8 de março para marcar o dia de luta das mulheres e resistir aos ataques do governo golpista. No Rio a manifestação será na Candelária, com concentração às 16h.

O movimento destaca que uma das mais importantes alternativas na adesão à greve é parar por um dia os trabalhos domésticos, para torná-los visíveis, principalmente para o governo que propõe na reforma da Previdência igualar o tempo de contribuição entre homens e mulheres, e ignora que a grande maioria de mulheres cumpre jornadas duplas de trabalho diariamente.

Segundo dados de 2011, da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), as mulheres dedicavam, em média, 21,8 horas semanais às tarefas domésticas e de cuidado, representando mais do que o dobro de tempo da dedicação dos homens, com 10,3 horas semanais.

Para Tatiane Alves, servidora pública professora da UERJ, o governo golpista não atinge igualmente homens e mulheres, e no interior das instituições elementos de diferenciação também são postos. “É por isso que, embora a presença de mulheres nos serviços públicos seja grande, essa expressão numérica não se reflete nos cargos dirigentes, sendo esses ocupados majoritariamente por homens. Precisamos lutar pelo reconhecimento da qualidade técnica do nosso trabalho, precisamos afirmar que as mulheres que estão à frente dos estabelecimentos públicos não entraram pela janela, mas foram aprovadas em rigorosos concursos públicos, acima de tudo pelo mérito e pela competência, não importando suas características físicas ou comportamentais”, declarou.

A greve do dia 8 funcionará nos moldes da greve geral organizada na Argentina em 2016. Cecília Palmeiro, uma das coordenadoras do movimento “Ni una a menos”, na Argentina afirma que o trabalho das mulheres desvalorizado no mercado sustenta a economia capitalista. “Nós queremos visibilizar que as violências contra as mulheres estão na base da violência econômica contra as mulheres”, disse. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que 44% das mulheres empregadas no país não têm carteira assinada (contra 37% entre homens). As mulheres também são as mais afetadas pela taxa de desemprego; entre elas, o índice é três pontos percentuais mais altos, 13,8%.

Palmeiro ressalta que o ideal seria um dia sem opressões e agressões contra as mulheres, “se isso acontecesse, a produtividade do país tenderia a melhorar com o tratamento igualitário para ambos os gêneros no mercado de trabalho, por exemplo. E, em apenas 24 horas, 131 mulheres deixariam de ser estupradas, as vidas de 16 seriam poupadas e 205 deixariam de ser agredidas”, afirmou.

PEC 287/16

É grande o número de servidoras públicas que são vítimas da tentativa de reforma da Previdência. A PEC propõe alterar pilares que estruturam a aposentadoria e incluem o tempo de contribuição, idade mínima, cálculo do valor dos benefícios e forma de financiamento da Previdência. Com a mudança no financiamento, a PEC possibilita o incentivo à previdência privada, mas sem nenhum instrumento que garanta a preservação do patrimônio investido pelo trabalhador.

No caso das servidoras, a PEC 287 propõe que sejam revogadas todas as regras de transição já aprovadas para que seja criada uma nova regra com retirada de direitos. Como regra geral a PEC prevê o aumento para dez anos de efetivo exercício e 5 anos no mesmo cargo. Exige 25 anos de tempo de contribuição e 65 anos no mínimo para ambos os sexos. A PEC ainda regulamenta o fim do direito a paridade e obriga o servidor a aderir ao regime complementar, mexe com pensionistas, abono permanência e aposentadorias por invalidez.

Há ainda a previsão de um gatilho na PEC para que toda vez que o IBGE aumentar a expectativa de vida do brasileiro, automaticamente seja aumentada a obrigatoriedade do trabalhador em contribuir por mais um ano antes de alcançar o direito de se aposentar. Essa combinação de regras da PEC 287/16, que puxa para baixo o valor do benefício e traz estímulos sutis e outros nem tanto de incentivo à previdência privada, é o que deve ser fortemente combatido pela classe trabalhadora.


Veja abaixo as alternativas de aderir à greve internacional de mulheres:

Vista uma peça de roupa ou adereço da cor lilás como símbolo de participação no movimento (ou coloque uma bandeira da mesma cor na sua janela);
Pare por um dia as tarefas domésticas como: cozinhar, limpar, cuidar;
Interrompa as atividades laborais remuneradas por toda uma jornada;
Caso não consiga, pare no seu trabalho durante a hora M, que será definida localmente (algumas cidades brasileiras adotarão o intervalo de 12h30 à 13h30);
Durante a hora M, reúna-se com suas colegas de trabalho para conversar sobre a desigualdade que afeta a todas as mulheres;
Saia às ruas para protestar junto a outras mulheres no horário definido localmente;

Cidades brasileiras que aderiram ao movimento internacional:

Capitais/Estados em ordem alfabética:
BELÉM, BELO HORIZONTE, BOA VISTA, BRASÍLIA, CAMPO GRANDE, CUIABÁ, CURITIBA, FORTALEZA, GOIÂNIA, MACAPÁ, MACEIÓ, PALMAS, PARAÍBA, PORTO ALEGRE, RECIFE, RIO BRANCO, RIO DE JANEIRO, SALVADOR, SANTA CATARINA, SÃO LUIS, SÃO PAULO e
VITÓRIA

Demais cidades em ordem alfabética:

AFOGADOS DA INGAZEIRA-PE, AMAMBAI-MS, ATIBAIA-SP, ARARAQUARA-SP, BLUMENAU-SC, BRUSQUE-SC, CAJAZEIRAS-PB, CALDAS-MG, CAMPINA GRANDE-PB, CAMPINAS-SP, DOURADOS-MS, ESTEIO-RS, GUARAPUAVA-PR, IMPERATRIZ-MA, IRATI-PR, JATAÍ-GO,
JAGUARÃO-RS, JARAGUÁ DO SUL, JOINVILLE-SC, JUIZ DE FORA-MG, LONDRINA-PR, MACAÉ-RJ, MARINGÁ-PR, NOVA IGUAÇU-RJ + BAIXADA FLUMINENSE-RJ, NOVO HAMBURGO-RS, OURO PRETO-MG,
PARANAGUÁ-PR, PELOTAS-RS, PETRÓPOLIS-RJ, PITANGA-PR, PORTO NACIONAL-TO, QUIXADÁ-CE, RIBEIRÃO PRETO-SP, RIO BRANCO-RS, SANTA MARIA-RS, SANTARÉM-PA, SANTOS-SP, SÃO BORJA-RS, SÃO LEOPOLDO-RS, SÃO LUIZ DO PARAITINGA-SP, SAPUCAIA-RS, SOBRAL-CE,
TRÊS RIOS-RJ, UBERLÂNDIA-MG, UNIÃO DA VITÓRIA-PR, VOLTA REDONDA-RJ


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segunda-feira, 6 de março de 2017

Reconhecimento da negociação coletiva e retirada da reforma da Previdência são os destaques da campanha unificada 2017 da categoria

Nesta quarta-feira (22/2), o Fórum das Entidades Nacionais dos Servidores Públicos Federais (Fonasefe) fez o lançamento da Campanha Salarial Unificada 2017 da categoria. Entre as pautas estão: a retirada das propostas de reforma da Previdência (PEC 287/16) e reforma Trabalhista (PL 6787/16), a aprovação imediata dos projetos de interesse da categoria, e o direito irrestrito de greve e negociação coletiva com base na Convenção 151 da Organização Internacional do Trabalho (OIT).

A paridade entre ativos, aposentados e pensionistas, a isonomia salarial e de todos os benefícios entre os poderes, uma política salarial permanente com correção de distorções e reposição das perdas inflacionárias, além de uma data-base da categoria em 1º de maio também compõem a lista de demandas que unificam o conjunto dos servidores. Confira aqui o documento completo dos eixos centrais de reivindicação dos servidores federais. http://tohy.com.br/sites/beta/condsef/wp-content/uploads/fonasef_of_001_22-02-2017.pdf


A categoria resistirá ao objetivo do governo golpista de interromper os avanços da classe trabalhadora. A agenda política não deixa dúvidas que a luta em defesa de direitos conquistados é urgente. O golpe das elites econômicas e políticas quer derrubar a maioria que faz com que o país se movimente. Só uma forte mobilização é capaz de barrar os ataques do governo golpista. Para impedir retrocessos a resistência é essencial.
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